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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Mantendo a Esperança



"Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas." Salmos 137:1,2

Este Salmo trata do cativeiro em Babilônia, em 586 a.C. acontece a destruição do templo no Monte Sião, cidade de Jerusalém, aquela região que onde ficava a fortaleza do Jebuseus, o rei Davi tomou-a e fez de Jerusalém a cidade de Deus, o Monte Sião era o Monte Santo do Senhor.
Ali foi construído o templo de Salomão, era onde o povo de Israel ia cultuar, louvar e adorar a Deus, mas agora estava destruído o templo, assolada a cidade, muitos jovens morreram a espada, jovens foram forçada e crianças mortas, os que não foram levado para o cativeiro ficaram isolados na cidade sem acesso a nada devido ao cerco realizado pelos Edomitas.
Assim em terra estrangeira os judeus choram, lamentam estarem longe de sua pátria amada, sofrem com saudades e até mesmo desejam vingança. Uma vez que o cativeiro aconteceu devido a imoralidade espiritual do povo, pois haviam se entregado a idolatria, o estado em que estavam agora nada mais era do que a consequência de seus atos pecaminosos.
Eles não tinham mais a alegria de entoar cânticos, prefeririam ter as mão ressacadas em lugar de tocar seus instrumentos, prefeririam perder a fala tendo suas línguas coladas ao seu da boca do que cantar em terra estranha.
Pendurar as harpas nos salgueiros deixava bem clara a intenção de não se misturarem com a cultura dos babilônicos, seria como uma greve, não tocariam no cativeiro. Os salgueiros originários da China, árvores conhecidas como “chorona,” poderiam transmitir uma mensagem figurativa de lamento, uma vez que nos galhos delas penduram suas harpas como sinal de tristeza e saudade.
Deus esperava deles não um desejo de vingança, mas uma busca por arrependimento e perdão, assim poderiam manter sua esperança em Deus e na sua provisão.
Da mesma forma em aflições, devemos buscar a presença de Deus e depositar nossa esperança Nele, confiando que em Cristo há perspectivas de coisa futuras e, não só uma esperança, mas uma certeza que é concedida pela fé.
Esperança e ter uma expectativa sobre o futuro e fé, é ter certeza que mesmo não vendo, o que esperamos vai acontecer. Apesar de esperança e fé se relacionarem, uma é diferente da outra, e as duas são necessárias em nossa caminhada existencial.
Não se pode perder a esperança, é preciso ter conservada a expectativa das coisas futuras, tanto para a eternidade quanto para nossa vida aqui nesta terra. Temos em Deus a possibilidade de sonhar, de manter esse sonho e de realizá-lo, pois confiando no Senhor, nossa alma se alegra na salvação Daquele que é para todo o sempre.
Neste novo ciclo que se inicia é preciso continuar mantendo a esperança!


“Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes.”
Salmos 126:1,2


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

RECOMEÇOS


Por que a cada ano temos o sentimento de que um ciclo termina e outro se inicia? O passar dos anos é marcado por fim e início, onde nos remete a ideia de que é possível ter um recomeço e viver melhor o novo ano que se inicia. Isto parece trazer esperança de que há uma nova chance e portas abertas para novas oportunidades. Mas como esse passar dos anos veio a ser medido e adotado sistematicamente?
O calendário em que baseamos o passar dos dias, meses e anos é o Gregoriano, este surgiu na Europa sendo oficialmente aceito a partir do século XV, o Papa Gregório XIII substituiu o então calendário Juliano que havia sido implantado por Júlio César Imperador Romano em torno de 46 a.C. Com o objetivo de corrigir erros existentes no calendário Juliano e a fim de melhorar o relacionamento entre os povos, mas principalmente, atender a vontade da igreja em não realizar a Semana Santa cada ano mais tarde, o calendário Gregoriano foi criado e com o passar de alguns séculos começou a ser aceito por muitos outros países.
Apesar de sua grande aceitação e adoção, este calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII também apresenta muitas falhas como a irregularidade nos dias dos meses, as semanas divididas entre os meses e outros pontos mais. Mas certo é que o homem sempre procurou uma forma de regular o passar dos dias, na observação do movimento do Planeta Terra e na mudança das estações, observando o movimento da lua e do sol enfim, é possível perceber um ciclo que de tempo em tempo se repete, nisto o tempo é marcado por anos que duram 365 dias cada um (considerando algumas diferenças de horas e anos bissextos). Os movimentos de rotação (movimento da terra sobre si mesma) e translação (giro completo da terra em torno do sol) é que possibilitam o alternar dos dias e o existir das estações do ano, primavera, inverno, outono e verão, são estas que definem o passar dos anos solares.
Para melhor entender a composição do calendário, voltemos ao Império Romano, pois antes dos novos ajustes que fizeram, o calendário tinha 10 meses, começando o ano em março, neste mês ocorre o equinócio de primavera no hemisfério Norte quando o sol em seu movimento aparente passa a cruzar a linha do equador indo do hemisfério Sul para o hemisfério Norte. Era neste período do ano que se iniciavam as campanhas militares do império e para melhor organizá-las, foram acrescentados os meses de janeiro e fevereiro no calendário, se convencionando então o dia 1 de janeiro como o dia inicial de cada novo ano, sendo nesta data nomeados os novos cônsules do império.
Assim 31 de dezembro se tornou o último dia do ano onde hoje festejamos a virada. Nada de especial neste dia, mas apenas uma organização politicamente necessária para que o tempo se ajustasse as necessidades do Império Romano e mais tarde a da igreja Romana. Nada extraordinário acontece na vira de ano que já não aconteça a cada novo nascer do sol, a vida é um milagre que acontece a cada segundo que nos é concedido viver.
O tempo de tomar decisões acertadas, de mudar o que está fora dos eixos é todo o tempo em que alcançamos maturidade para fazer as escolhas certas, a experiência de existir nos ensina a cada instante, isto nos leva a refletir sobre como viver melhor cada momento, o recomeço é sempre possível quando este parte do coração, seja num novo ano que começa ou nas experiências vividas dentro de cada ano seja o dia que for.

Deus nos abençoe e bom caminho!


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